sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Notícias do dia 16/09/11

10h35
Governo devolve propriedades para cristãos
Homens muçulmanos
TURQUIA (30º) - O governo da Turquia está retornando centenas de propriedades confiscadas de minorias cristãs e judaicas do país nos últimos 75 anos, em resposta ao gesto de grupos religiosos que se queixam de discriminação que também é passível de impedir decisões judiciais possíveis contra o país.


Um decreto do governo publicado sábado retorna bens que pertenceram à gregos, armênios ou judeus e prevê o pagamento de uma indenização por parte do governo para qualquer propriedade confiscada que já tenha sido vendida.


As propriedades incluem um antigo hospital, orfanato ou edifícios escolares e cemitérios. Seu retorno é uma exigência fundamental da União Européia e uma série de processos judiciais também foi movida contra a Turquia de maioria muçulmana no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. No ano passado, o tribunal ordenou que a Turquia devolvesse um orfanato para o Patriarcado Grego Ortodoxo.


O Governo de Erdogan de raízes islâmicas, procurando promover as liberdades religiosas, se comprometeu a resolver os problemas das minorias religiosas. Nos últimos anos, alterou as leis para permitir o retorno de algumas das propriedades, mas as restrições permaneceram e a questão sobre como resolver o problema das propriedades que foram vendidas a terceiros foi deixado sem solução.


Minorias religiosas muitas vezes se queixaram de discriminação na Turquia, que tinha histórico de conflito com a Grécia e com armênios acusando as autoridades turcas de tentar exterminá-los no início do século passado. A Turquia diz que os assassinatos em massa naquela época eram o resultado do caos da guerra, em vez de uma campanha sistemática de genocídio. Poucos membros de minorias foram capazes de ocupar cargos de topo na política, no militar ou no serviço público.


Tradução: Yara Ferreira
15h54

Cristão convertido é sequestrado e decapitado
SOMÁLIA (5º) - Um cristão convertido do islamismo para o cristianismo foi encontrado decapitado no dia 2 de setembro, nos arredores da cidade de Hudur, região de Bakool, sudoeste da Somália.


Juma Nuradin Kamil foi forçado a entrar em um carro com três homens suspeitos de pertencerem ao grupo extremista islâmico Al Shabaab, no dia 21 de agosto, segundo fontes da área. Depois de os vizinhos procurarem por ele, foi encontrado no dia 2 de setembro na rua.


A maneira como o sequestro e o assassinato ocorreram sugere que o grupo Al Shabaab estava monitorando o cristão, disseram os líderes cristãos. O Al Shabaab, grupo islâmico militante com ligações com a Al Qaeda, prometeu livrar a Somália do cristianismo e controlar a área de Mogadíscio, capital somali.


“É usual que o Al Shabaab decapite aqueles que eles suspeitam ter abraçado a fé cristã, ou sejam simpatizantes dos ideais ocidentais”, disse o dirigente. “Nosso irmão aceitou a fé cristã há três anos e estava determinado a permanecer em sua fé e em Deus. Sentimos muita falta dele.”


Uma moradora da região disse que estava a caminho de sua casa quando viu uma multidão de pessoas olhando o cadáver. “Eu não compreendia o que estava acontecendo, até que vi que alguém tinha sido decapitado. A cabeça foi colocada sobre seu peito”, disse a residente.


Um cristão disse que a comunidade da área, inicialmente, não queria enterrar o corpo, com medo de que os extremistas do Al Shabaab os associasse com novos convertidos. “A comunidade temia enterrá-lo e seu corpo já estava há dois dias a céu aberto, até que pessoas o enterraram secretamente”, disse um morador.


Tradução: Portas Abertas

18h35
Cristãos são atacados por extremistas
  
 
Muçulmanos reunidos para protesto contra igreja 
INDONÉSIA (48º) - A polícia da Indonésia elevou o total de mortos do confronto de domingo em Ambom para sete pessoas. “Segundo nossos dados mais recentes, descobrimos que sete pessoas foram mortas e 65 sofreram ferimentos leves”, disso o inspetor geral Anton Bachrul Alam.

O inspetor disse que treze investigadores da Polícia Nacional foram enviados para a cena do crime na segunda-feira para procurar por pistas e por possíveis suspeitos. “Vamos investigar quem enviou a mensagem de celular ameaçadora em Ambom e as causas das mortes das vítimas já que alguns deles sofreram ferimentos de bala”, disse ele.

A revolta teve início  por causa de um acidente de trânsito envolvendo uma motorista de moto-táxi, que morreu no caminho do hospital.

No entanto, uma mensagem de texto de celular estava circulando de que o motoqueiro havia sido atacado e morto. Essa mensagem foi passada, e foi solicitado que houvesse um choque violento, pois o homem era de uma importante família muçulmana.

Muitas das vítimas do ataque foram atingidas por pedras, mas as mortes foram resultado de ferimentos de bala, de acordo com o Dr. Ita Sabina do Hospital público Dr. M. Haulussy. A multidão também vandalizou uma série de veículos e edifícios de propriedade cristã.


Tradução: Lucas Gregório
Fonte: Portas Abertas


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Mobilizando


foto-tema-dipMilhares de cristãos vivem sua fé de forma secreta em muitos países.

A Coreia do Norte, por exemplo, não aceita que seus cidadãos se convertam a nenhuma religião e aqueles que são descobertos como cristãos correm risco de morte. Nos países muçulmanos, as consequências de se deixar o islã são também extremas, desde a perda de um emprego, o afastamento familiar, a tortura e também a morte.

Notícia do dia 13/09/11

10h45
Cristãos convertidos são atacados e espancados
Construção antes e depois dos ataques
ÍNDIA (32º) - Traz uma grande preocupação ver como os cristãos são regularmente atacados na cidade de Karnataka por nacionalistas hindus, enquanto as autoridades “fazem ‘vista grossa’, porque a sua sobrevivência política depende desses grupos”, denuncia Sajan Geroge, presidente do Conselho Global de Cristãos Indianos (GCIC).

Bhasker Naik, 20 anos, e Hemanth Naik, 22, que moram na aldeia de Mank, trabalharam por mais de um ano na cidade de Udupi, empregados de uma empresa privada do país.

Cerca de seis meses atrás, os meninos começaram a seguir os sermões do pastor Sadananda, da Igreja da Comunhão com Cristo, em Hiberettu, e se converteram ao cristianismo. Em 7 de setembro os dois voltaram para sua aldeia, mas alguns ativistas do Bajrang Dal (grupo hindu ultranacionalista) souberam das conversões e começaram a agredi-los, ordenando-lhes que voltassem ao hinduísmo.

Confrontados com a recusa de Bhaskar e Hamenth em negar a Cristo, os ativistas hindus relataram à delegacia de polícia de Honnavar que eles estavam realizando conversões forçadas. O inspetor de polícia conduziu uma investigação e prendeu os dois, que ainda permanecem na prisão.

“Desde maio de 2008, quando o BJP  chegou ao poder em Karnataka, a liberdade de culto na região para a comunidade cristã está sob ameaça, mesmo quando se trata de casas particulares”, disse Sajan George.

“Nossos locais de culto estão sob controle constante de forças fundamentalistas, que sistematicamente não deixam os fiéis orarem nem realizarem cultos, agredindo pastores e membros. Enquanto isso, a polícia está cada vez mais disponível para acusar e prender os cristãos.”


Tradução: Portas Abertas
Fonte: Portas Abertas

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Noticia do dia 12/09/11

08h45
Líderes cristãos são atacados por querer seus direitos
  
 
Mais de mil cristãos se reúnem na igreja Shouwang 
CHINA (16º) - Uma freira católica e um padre foram violentamente atacados, quando tentavam obter de volta as duas propriedades de sua Igreja, que foram retiradas deles de modo ilegítimo e dadas a outros.

A última propriedade havia sido apreendida em Kungding, na província sudoeste de Sinchuan . Fontes locais disseram que a irmã Xie Yuming sofreu ferimentos na cabeça e no peito, por isso está no hospital. Padre Huang Yusong sofreu apenas ferimentos leves. Os dois foram atacados por uma dúzia de desconhecidos no último sábado.

Os dois líderes cristãos estavam tentando fazer valer os direitos das Igrejas sobre as duas propriedades confiscadas, que, formalmente, pertencem à diocese de Kangding. As propriedades estão entre inúmeros imóveis confiscados desde 1950.

Fontes disseram que o ataque contra os religiosos provocou grande indignação entre os fiéis locais, que se reuniram em um protesto em frente ao terreno da igreja, prometendo defender seus direitos.

A devolução das propriedades da Igreja que foram apreendidas pelo Estado após a chegada do modelo de governo de Mao Tse Tung é uma questão bem espinhosa. Em várias ocasiões, o governo central disse que elas deveriam ser devolvidas aos seus legítimos proprietários, mas alguns órgãos do governo se opuseram a essa decisão.

Em 2005, 16 freiras foram agredidas em Xian, quando tentavam receber de volta o terreno de uma de suas escolas. No mesmo ano, dezenas de padres receberam o mesmo tratamento na cidade de Tianjin.


Tradução: Portas Abertas
Fonte: Portas Abertas

domingo, 11 de setembro de 2011

Noticia do dia 11/09/11

09h00
Pastor perde seu ministério por não pagar propinas
  
 
Monges budistas em Mianmar 
MIANMAR (27º) - O pastor Chin, enviado como missionário cristão a Kyaukhtu, em Magway, há quase três anos, foi obrigado, pelas autoridades locais, a interromper seu trabalho e deixar a cidade, no dia 20 de agosto de 2011.

O missionário cristão Chin, que não teve seu verdadeiro nome revelado, foi forçado a regressar à sua terra natal, ao ser acusado de não participar do chamado “trabalho voluntário” e de não pagar propina às autoridades.

Em Mianmar, as minorias religiosas, incluindo cristãos e muçulmanos, têm sido forçadas a pagar propinas, alimentos e materiais para manter os templos budistas e servir aos militares, de acordo com o relatório anual de 2011 da USCIRF (Estados Unidos da Comissão Religiosa Internacional de Liberdade).

Um dos líderes cristãos de Mianmar disse que o pastor expulso e sua família ficaram em um quarto, na missão em que trabalhavam. Eles foram expulsos do bloco Kungpho, depois que as autoridades cobraram as propinas e, como punição por eles não pagarem, cortaram-lhes a eletricidade e a água.

“As autoridades advertiram que medidas adicionais poderiam ser tomadas; caso eles não obedecessem, emitiriam uma ordem proibindo os filhos do pastor de estudar na escola”, acrescentou um morador local que pediu para não ser identificado.

Não tendo outras opções, o pastor, com sua família, que viveu na região por cerca de 2 anos, sendo muito conhecido, deixou a cidade e foi para uma cidade mais próxima do sul do país.

Falando por telefone no último sábado, o pastor disse: “Eu estou preocupado, e preocupado com os membros da igreja; quero realmente voltar, o mais rápido possível. Por favor, orem por mim, para que a porta seja aberta para continuar o meu trabalho com os membros da igreja e para que eu seja fiel e forte neste momento tão difícil.”


Tradução: Portas Abertas
Fonte: Portas Abertas

sábado, 10 de setembro de 2011

Notícia do dia 10/09/11

09h00
Enfermeira cristã é abusada por colega de trabalho muçulmano
  
 
Estação ferroviária de Gujranwala, no Paquistão 
PAQUISTÃO (11º) - Uma enfermeira cristã entrou com uma queixa na polícia, no sábado (3 de setembro), alegando ter sido estuprada por um colega muçulmano, que filmou o crime na tentativa de chantageá-la a renunciar à sua fé e se casar com ele.

Shaista Samuel, uma enfermeira de 27 anos que trabalha no Instituto de Serviços e Ciências Médicas (SIMS), acusou Shadman Ali Adnan, um assistente oficial de contas do hospital, e um cúmplice armado, que a sequestraram e a levaram para uma casa em Lahore. Adnan a estuprou e seu cúmplice filmou tudo.

“Adnan estava segurando meu braço com força e me levou a um carro branco, no estacionamento”, disse Shaista chorando, acrescentando que, quando se aproximaram do carro, o cúmplice de Adnan saiu das sombras e colocou um revólver na cabeça dela.

“Adnan disse que atiraria em mim se eu gritasse. Eu estava em choque completo: meus sentidos ficaram dormentes e eu não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. Eles me levaram a uma casa, onde Adnan me estuprou, enquanto seu amigo filmava o incidente. Eles arruinaram minha vida.”

Os cristãos têm pouca posição legal ou social no Paquistão e os criminosos muçulmanos tendem a assumir que não serão presos, se as suas vítimas forem cristãs. Shaista disse que trabalhara por muitos anos com Adnan e nunca teve problemas com ele.

“Eu pensava nele como um bom amigo, pois trabalhávamos juntos. Ele costumava visitar minha casa muitas vezes e era conhecido por minha família”, disse ela. Shaista diz que,  recentemente, Adnan tinha começado a se comportar estranhamente com ela.

“Ele começou a criticar os cristãos por não seguir as regras do Islã e por termos nossa própria crença”, disse ela. “Um dia, quando eu menos esperava, ele disse que gostava de mim e que eu deveria me converter ao Islã, para poder me casar com ele. Eu disse que sempre o consideraria um amigo para mim e nada mais.”

“Ele bloqueava meu caminho no hospital e um dia me seguiu até minha casa, me ameaçou e ameaçou minha família, dizendo que não descansaria até se casar comigo”, disse ela. “Ele estava agindo como um louco. Ele me xingava, falava mal da minha família e ainda tentou colocar fogo na minha casa.”

No Paquistão, uma vítima de estupro é, geralmente, considerada demasiadamente envergonhada e humilhada se voltar à sua rotina diária. Isso só terá fim se ela aceitar se casar com Adnan.


Tradução: Portas Abertas
Fonte: Portas Abertas

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Notícias do dia 08/09/11

10h35
Ativistas pedem que cristãos sejam protegidos pelas autoridades
  
 
Cristãos deslocados em Tudun Wada 
NIGÉRIA (23º) - Sob o olhar de vários cristãos, o presidente Goodluck Jonathan foi elogiado, após declarar que seu governo tem de ser mais incisivo e forte contra os ataques aos cristãos que têm acontecido no país.

Segundo o presidente nigeriano, o governo deve adotar medidas urgentes para proteger a vida e as propriedades dos cristãos que vivem no norte do país.

Reagindo contra os últimos relatórios de vandalismo e queima de duas igrejas – Igreja Viva Fé e Capela da Sabedoria, ambas localizadas no estado de Borno – o presidente nacional da CAN (Conselho das Igrejas Nigerianas), pastor Ayo Oritsjafor, disse que a declaração do presidente foi reconfortante.

“Agora, deixemos os agentes de segurança demonstrarem seu estado de prontidão para acabar com a ameaça terrorista que o país está enfrentando”, acrescentou Oritsjafor .

Ele mostrou satisfação, pois, finalmente, o governo federal está demonstrando vontade política para lidar com a tendência terrorista e os ataques sectários, que têm crescido no país.

Disse ele: “Temos interesse na unidade nacional, na paz e no progresso, tanto que a igreja impede que os jovens cristãos peguem em armas para ir contra os fundamentalistas islâmicos no norte do país, mas tornou-se óbvio que é necessário algo decisivo para deter o terror. Por quanto tempo vamos continuar assim, em um período em que o Governo Federal está fazendo esforços frenéticos para nossa economia crescer e se tornar uma das vinte melhores em 2020?”

“O presidente deve se preocupar agora com o monstro chamado terrorismo que está se instalando no país, porque no ritmo em que estamos, com crimes violentos, especialmente na parte norte do país, isso não é mais aceitável”, disse Ayo


Tradução: Portas Abertas
Fonte:Portas Abertas

Posso chamá-lo de Alá?



ÁSIA CENTRAL - É uma questão delicada com que se deparam os cristãos da Ásia Central que não têm passado islâmico, na hora de comunicar sua fé aos vizinhos muçulmanos. Quando muitos cristãos naquela região do planeta escutam o nome “Alá”, eles o associam ao fundamentalismo e até ao terrorismo.

“Eu não gostava do nome Alá; eu tinha medo dele”, reconhece uma crente. “O nome para mim tem ligação como o Wahabismo [uma versão muito rígida do Islã praticada na Arábia Saudita].

Um pastor no Quirguistão chegou a confessar: “Eu ouvi meus irmãos indonésios chamarem Deus de Alá e me senti incomodado. Por que eu deveria usar algum dia esse nome? Não me sinto bem com isso. Para Deus nós usamos o nome Khudo. Por que eu mudaria?”

Ao mesmo tempo, os novos convertidos que vieram do islamismo ficam confusos quando líderes da igreja insistem que o Deus da Bíblia deve ser chamado por qualquer outro nome, menos Alá.

Quando os cristãos fazem refeições com muçulmanos, muitos admitem se sentirem embaraçados quando uma oração islâmica de ação de graças é feita após a refeição e seus vizinhos erguem as mãos em forma de concha. “Quando eu evangelizava muçulmanos, sempre tinha receio de dizer Amém após as refeições e de levantar as minhas mãos”, disse uma cristã leiga. “Por isso, eu nunca participava da refeição.”

Para ajudar a resolver este impasse, a Portas Abertas começou a organizar seminários em países da Ásia Central, há alguns anos, com o intuito de levar os crentes de todas as procedências a terem uma melhor compreensão do islã. Neste processo, os crentes fazem muitas perguntas, levantam muitas questões, tentando identificar as atitudes e o linguajar mais parecidos com Cristo, a fim de adotá-los na transmissão do evangelho aos muçulmanos.

Após um destes seminários, um pastor do Tadjiquistão comentou que considerou o seu conteúdo “estimulador do pensamento e libertador”. O pastor revelou: “Quando eu me converti a Isa Mesih[Jesus Cristo], a comunidade de fé em que eu estava não utilizava o nome Alá. Nós fomos ensinados que Alá é o deus dos muçulmanos, e que ele é em tudo oposto ao Deus da Bíblia – que não há nada em comum entre eles.”

O pastor prosseguiu: “Os mestres da congregação diziam que era melhor usar a palavra Khudo, porque não é um nome árabe e não causaria confusão. Como eu vinha de uma família muçulmana, eu me preocupava sobre como compartilhar minha fé com os muçulmanos. Eu usava a palavra Khudo, mas eles entendiam Alá. Então, eu tinha que explicar que Alá é um deus errado. Esta colocação levava a discussões e insultos, e eles não escutavam a minha mensagem.”

O seminário

Durante os cinco dias do seminário, os participantes lutaram com uma extensa lista de questões que exigiram discussões detalhadas, como por exemplo: "Quem é Alá", "qual a origem deste nome", "como os cristãos árabes chamavam Deus nos tempos anteriores ao aparecimento do islã", "o Alá do Alcorão é diferente do Deus do Antigo Testamento", etc.

Qual é o background histórico? Por que Maomé se dedicou apenas ao único Deus verdadeiro, Alá, e recusou todos os ídolos? O que teria acontecido se ele tivesse tido acesso a uma Bíblia árabe completa? Pela primeira vez, alguns se surpreenderam ao ouvirem os versículos da Bíblia árabe que usa a palavra Alá repetidas vezes.

Alguns chegaram ao seminário com antipatia considerável em relação à frase islâmica Allahu akbar, que literalmente quer dizer “Deus é maior”. Mas eles a enxergam sob um prisma diferente quando a lêem em Jó na Bíblia árabe que “Alá é maior que qualquer mortal”, ou em 2 Crônicas 2.5 que “Alá é maior que todos os outros deuses.” E também no Novo Testamento árabe, em 1 João 3.20, que declara: “Alá é maior que os nossos corações e Ele conhece tudo.”

As reações após o seminário são variadas. Alguns cristãos não se movem de suas posições originais e continuam a acreditar que Alá é um deus diferente, logo, os cristãos nunca deveriam utilizar este nome para o Deus da Bíblia. Mas, outros experimentaram não só uma mudança na sua percepção, como também na atitude – de mais entendimento, o que diminuiu seus temores e hostilidade.

Uma senhora que concluiu os trabalhos ressaltou: “Através do seminário, Deus mudou meu entendimento sobre o nome Alá. Eu percebo que isto me ajudará efetivamente a servir aos muçulmanos e a alcançá-los. Como prova disso, naquela mesma noite, eu compartilhei o evangelho com uma mulher muçulmana que esteve bem receptiva!”

Embora o Pastor Kyrgyz tenha admitido que ainda se sente um pouco desconfortável depois do seminário, ele processou toda a informação e começou a colocá-la em prática. Ele começou por aprender a tradução das frases religiosas mais usadas pelos muçulmanos de sua região.

“Quando eu comecei a usar a palavra Alá no evangelismo pessoal, eu percebi com meus próprios olhos a receptividade dos muçulmanos. A barreira que estava no meu coração e que nos separava desapareceu”, ele disse.

“Os muçulmanos se tornaram mais próximos de mim, mesmo que ainda não tivessem aceitado Isa como seu Salvador e Senhor. Os obstáculos diminuíram e agora eu vejo muita abertura e compreensão. Quando eu almoço com muçulmanos, eu agradeço a Isa após a refeição, e o faço da maneira tradicional deles”, continuou o pastor.

“Eles ficam positivamente admirados, quando descobrem que eu sou um pastor cristão! Estas relações têm nos aproximado, e eles começam a fazer perguntas sobre a vida espiritual.”


Tradução: Joel Macedo
Fonte: Portas Abertas

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

"A oração realiza grandes coisas" - um testemunho do poder da oração

ORIENTE MÉDIO - “A oração realiza grandes coisas. Algumas vezes, quando oramos, não enxergamos o resultado de nossa oração. Outras vezes, você vai ouvir que a reunião de oração da qual participou foi diretamente usada pelo Senhor, e que um dos nossos irmãos foi abençoado no exato momento em que você intercedeu por ele”, afirma Michael, um dos colaboradores do Oriente Médio.

Ele continua: “Nadia, por exemplo, passou alguns meses na prisão apenas por ser cristã. Um de nossos colaboradores se encontrou com ela e Nadia contou sua história. Em uma ocasião, ela disse para os oficiais da prisão que não daria nenhuma informação sobre as pessoas que ela conhecia ou sobre seu marido; apenas falaria sobre si mesma. Isso fez com que ela ficasse em uma solitária por 4 dias. Essa cela mede 2m x 3m. “Fazia muito frio lá”, ela conta. “E não havia banheiro, nem nada disso. Em certo momento, estava com muito frio e a experiência foi muito difícil. De repente, senti uma brisa quente soprando em meu rosto; tão quente que quando respirei fundo e o ar entrou em meus pulmões, comecei a tossir”.


Ela não tinha ideia de onde aquele calor vinha e, ao mesmo tempo, estava muito feliz. Essa sensação de alegria a invadiu de tal forma que Nadia começou a dançar na cela. Ela estava confusa. Ela se perguntava como conseguia sentir calor em um lugar frio como aquele? “Então, eu ouvi uma voz”, ela enfatiza que não era uma voz interna, e sim audível, “como se alguém dentro da cela estivesse dizendo: ‘Isso é porque pessoas estão orando por você. Esse é o espírito de alegria que está sobre você’”.


Tempos depois, quando foi solta, Nadia compartilhou sua experiência na cela da prisão com a sua irmã. Quando ela contou quando o fato havia ocorrido, sua irmã disse que era a hora e o dia exatos em que 32 cristãos se encontraram para orar por ela. Dois cristãos foram para outro lugar para representar Nadia e outro cristão que estava preso, enquanto os outros 30 irmãos se reuniram para pedir a Deus que os confortasse e enviasse seu espírito de alegria sobre eles.

Michael encerra o relato dizendo: “O testemunho foi de grande encorajamento para esse grupo de oração, e para todos os outros que dobram os seus joelhos para orar por cristãos em situação semelhante”.



Tradução: Deborah Stafussi 
Fonte: Portas Abertas

Notícias do dia 07/09/11

09h45
Pastor é solto da prisão para enfrentar julgamento
Vista da cidade do Irã
IRÃ (2º) - Preso sob a acusação de blasfêmia contra o islã, o Pastor Matthias Haghnejad agora está livre, sob fiança de 30 mil dólares.


"Um membro da família penhorou sua propriedade para que ele pudesse sair da prisão", disse Jason DeMars, do Ministério Present Truth. "Obrigado por orarem por ele e por tornarem isso conhecido em todo o mundo. Deus operou através de suas orações e abriu caminho para sua libertação".


"A acusação contra ele é grave. Então, peço que continuem a orar por ele e sua família. Deus abriu caminho para sua absolvição anteriormente e creio que Ele fará isso novamente".


Jason disse que Matthias foi aprisionado sem acesso a um advogado do Ministério de Inteligência e Segurança Nacional. Ele foi preso durante uma visita pastoral a uma família na região de Rasht.


"Tipicamente, sob tais circunstâncias", disse Jason, "os pastores são torturados a fim de que se obtenha deles o máximo de informação possível". Ele disse que o MOIS, um dos ministérios mais poderosos no governo iraniano, opera muitas de suas instalações sem nenhuma fiscalização do governo.


"Essas instalações são reservadas para aqueles considerados ameaças à segurança nacional, frequentemente prisioneiros políticos", disse ele. "Mais uma vez, o regime iraniano prova que se importa muito pouco com direitos humanos de qualquer tipo. Aqui, um simples pastor de Bandar-e Anzali é preso, mantido incomunicável e presumivelmente torturado.


Como lembrete, Jason disse que o Pastor Youcef Nadarkhani ainda permanece na prisão por apostasia, enquanto aguarda que seu caso seja reexaminado.


"Continuem a orar por ele, escrevam-lhe cartas e enviem e-mails às embaixadas iranianas pedindo sua libertação", disse Jason. "Com Deus, todas as coisas são possíveis!".


Por favor, continuem a sustentar esses dois homens em oração.


Tradução: Getúlio Cidade 
Fonte: Portas Abertas




terça-feira, 6 de setembro de 2011

Japão - algo que vc precisa saber!


Países em perseguição

                  

Classificação publicada em Janeiro 2011
Classificação de países por perseguição
2011
PaísNotaIncerteza
1Coreia do Norte90,50
2Irã67,50
3Afeganistão661,5
4Arábia Saudita64,52
5Somália641
6Maldivas630
7Iêmen602
8Iraque58,50
9Uzbequistão57,50
10Laos560
11Paquistão550
12Eritreia553,5
13Mauritânia53,50
14Butão53,50
15Turcomenistão51,50
16China48,50
17Catar48,50
18Vietnã480
19Egito47,50
20Chechênia470
21Comores46,50
22Argélia450
23Nigéria (norte)442
24Azerbaijão43,50
25Líbia410
26Omã411
27Mianmar400
28Kueit406
29Brunei39,51,5
30Turquia39,52
31Marrocos39,50
32Índia390
33Tadjiquistão380
34Emirados Árabes Unidos37,52
35Sudão (Norte)370
36Zanzibar (ilha da Tanzânia)360
37Tunísia350
38Síria34,50
39Djibuti33,50
40Jordânia33,50
41Cuba33,50
42Belarus323
43Etiópia300
44Palestina29,51,5
45Barein28,51,5
46Quirguistão28,50
47Bangladesh27,50
48Indonésia26,50
49Sri Lanka260
50Malásia22,50
50Rússia22,50


 Perseguição severa
 Opressão
 Limitações severas
 Algumas limitações
 Alguns problemas
Fonte: Portas Abertas

Notícias do dia 06/09/11

 10h40
Cristãos correm riscos em meio à revolução do país


SÍRIA (38º) - Em meio ao caos e à carnificina que estão acontecendo na Síria, como está a comunidade cristã? Parecem sem fim as torturas e assassinatos encomendados pelo presidente Bashar al Assad, que em cinco meses deixou mais de 2 mil sírios mortos, 3 mil desaparecidos, 14 mil presos e 12 mil feridos.

A comunidade cristã na Síria representa 10% da população de 22,5 milhões de pessoas. Desde 1970, Assad, que é Alawite, um pequeno ramo muçulmano xiita, está no poder apoiando as minorias religiosas, incluindo os cristãos. Os cristãos são favorecidos em muitas situações. Existem três cristãos no governo e igrejas e mesquitas são tratadas da mesma forma.

Agências de notícias tinham escrito que a maioria dos cristãos na Síria continua apoiando o regime de Assad, contrastando com a maioria dos cristãos no Egito, que eram partidários da revolução contra Hosni Mubarak.

Como jornalistas estrangeiros são proibidos na Síria, essa declaração é somente uma suposição. O que se sabe também é que os cristãos têm muito medo e estão apavorados com as consequências de se pronunciarem, mesmo que de forma anônima.

Há, porém, um cristão a favor do regime: o general do exército Dawoud Rajiha. Em 8 de agosto, Assad o estabeleceu como ministro da defesa. Rajiha é membro de uma Igreja Ortodoxa.

A nomeação de um cristão como chefe supremo militar encarregado da repressão brutal para manter Assad no poder pode ser vista como um ato cínico: um movimento para alargar o apoio a Assad, tornando-o não-partidário.

Mas a nova posição do general Rajiha pode muito bem colocar os cristãos na linha de fogo da guerra. Se Assad sair do poder, poderá haver represálias contra os cristãos, por causa do papel do general. Por outro lado, o general Rajiha, com outros militares, pode preparar execuções em massa no país.

Tradução: Lucas Gregório
Fonte: Persecution





15h26

As lojas estão se abrindo de novo', disse pastor líbio
Pastor líbio e rebeldes anti-Kadhafi
LÍBIA (25º) - A vida está voltando ao normal gradativamente em Trípoli. “As lojas estão se abrindo de novo”, disse um dos pastores da cidade à Portas Abertas no dia 1º de setembro. “Nós podemos ir às compras e comprar o que precisamos.”

O pastor está planejando recomeçar os cultos às sextas-feiras na igreja, como disse por telefone. “Da última vez que tivemos um culto, apenas 40 ou 50 pessoas estiveram presentes. Isso era menos do que o normal. Espero que em um futuro próximo eles voltem, especialmente os membros egípcios”, disse ele.

“Estamos muito gratos e felizes com toda esta situação. Por favor, ore pela Líbia. Nós realmente temos esperança de que a Líbia se torne um país islâmico moderado após as reformas”, disse o pastor.

Hoje o pastor tem alguns jornalistas, acompanhados de rebeldes armados, visitando sua igreja. Os repórteres perguntavam ao líder cristão sobre a situação das igrejas localizadas nos países do Norte da África.

O pastor continua em contato com os membros de sua igreja. “Encontro com eles para encorajá-los e orar com eles”, explica ele. “Para o futuro, é importante que oremos pela reconciliação e restauração no país.”

Tradução: Portas Abertas
Fonte: Portas Abertas


18h30
Cristãos de outras partes do país apóiam a igreja de Shouwang
  
 
Cristãos em frente a centro de detenção 
CHINA (16º) - No último domingo (28 de agosto), cinco membros de uma igreja doméstica de Fangshan, do município de Hebei, acordaram às 4 da manhã e viajaram por duas horas até uma praça pública em Pequim, para poder se unir aos irmãos da igreja de Shouwang, que não tem local próprio para culto e congrega em praças públicas.

Na chegada deles, às 7 da manhã, a polícia já os esperava para enviar os cinco à delegacia, de acordo com relatório divulgado na terça-feira (30 de agosto) na página do Facebook da Igreja de Shouwang.

Funcionários do governo disseram aos membros da igreja de Fangshan para assinarem documentos, declarando renunciar à decisão de apoiar a igreja de Shouwang. Todos os cincos se recusaram, mas acabaram por ser liberados.

Os cinco membros de Fangshan fazem parte de uma crescente onda de cristãos vinculados a igrejas domésticas que, apesar das consequências, apoiam a Igreja de Shouwang e sua atitude de realizar suas reuniões em praças públicas.

Os membros da Igreja de Shouwang estão se reunindo ao ar livre todos os domingos, desde 11 de abril, depois que funcionários do governo negaram-lhes acesso a um local permanente para que se reúnam e realizem os cultos.

Os líderes da igreja estão em oração, decidindo sobre o rumo e a ação que devem tomar contra a situação imposta pelo governo.

Além dos membros da igreja de Fangshan, a polícia deteve pelo menos 15 membros da igreja de Shouwang que apareceram para o culto no domingo passado (28 de agosto), mantendo-os presos por até 48 horas em salas de interrogatório.

Os líderes da igreja de Shouwang mandaram uma mensagem de encorajamento aos membros, dizendo que o tempo de privações irá passar.

“Se é a vontade de Deus, Ele também é capaz de acabar com nossos sofrimentos e nos dar a vitória. Mas se for da Sua vontade que continuemos esta jornada, vamos orar para que ele nos dê mais perseverança e coragem.”

Tradução: Lucas Gregório 
                      Fonte: Compass Direct