terça-feira, 6 de setembro de 2011

Notícias do dia 06/09/11

 10h40
Cristãos correm riscos em meio à revolução do país


SÍRIA (38º) - Em meio ao caos e à carnificina que estão acontecendo na Síria, como está a comunidade cristã? Parecem sem fim as torturas e assassinatos encomendados pelo presidente Bashar al Assad, que em cinco meses deixou mais de 2 mil sírios mortos, 3 mil desaparecidos, 14 mil presos e 12 mil feridos.

A comunidade cristã na Síria representa 10% da população de 22,5 milhões de pessoas. Desde 1970, Assad, que é Alawite, um pequeno ramo muçulmano xiita, está no poder apoiando as minorias religiosas, incluindo os cristãos. Os cristãos são favorecidos em muitas situações. Existem três cristãos no governo e igrejas e mesquitas são tratadas da mesma forma.

Agências de notícias tinham escrito que a maioria dos cristãos na Síria continua apoiando o regime de Assad, contrastando com a maioria dos cristãos no Egito, que eram partidários da revolução contra Hosni Mubarak.

Como jornalistas estrangeiros são proibidos na Síria, essa declaração é somente uma suposição. O que se sabe também é que os cristãos têm muito medo e estão apavorados com as consequências de se pronunciarem, mesmo que de forma anônima.

Há, porém, um cristão a favor do regime: o general do exército Dawoud Rajiha. Em 8 de agosto, Assad o estabeleceu como ministro da defesa. Rajiha é membro de uma Igreja Ortodoxa.

A nomeação de um cristão como chefe supremo militar encarregado da repressão brutal para manter Assad no poder pode ser vista como um ato cínico: um movimento para alargar o apoio a Assad, tornando-o não-partidário.

Mas a nova posição do general Rajiha pode muito bem colocar os cristãos na linha de fogo da guerra. Se Assad sair do poder, poderá haver represálias contra os cristãos, por causa do papel do general. Por outro lado, o general Rajiha, com outros militares, pode preparar execuções em massa no país.

Tradução: Lucas Gregório
Fonte: Persecution





15h26

As lojas estão se abrindo de novo', disse pastor líbio
Pastor líbio e rebeldes anti-Kadhafi
LÍBIA (25º) - A vida está voltando ao normal gradativamente em Trípoli. “As lojas estão se abrindo de novo”, disse um dos pastores da cidade à Portas Abertas no dia 1º de setembro. “Nós podemos ir às compras e comprar o que precisamos.”

O pastor está planejando recomeçar os cultos às sextas-feiras na igreja, como disse por telefone. “Da última vez que tivemos um culto, apenas 40 ou 50 pessoas estiveram presentes. Isso era menos do que o normal. Espero que em um futuro próximo eles voltem, especialmente os membros egípcios”, disse ele.

“Estamos muito gratos e felizes com toda esta situação. Por favor, ore pela Líbia. Nós realmente temos esperança de que a Líbia se torne um país islâmico moderado após as reformas”, disse o pastor.

Hoje o pastor tem alguns jornalistas, acompanhados de rebeldes armados, visitando sua igreja. Os repórteres perguntavam ao líder cristão sobre a situação das igrejas localizadas nos países do Norte da África.

O pastor continua em contato com os membros de sua igreja. “Encontro com eles para encorajá-los e orar com eles”, explica ele. “Para o futuro, é importante que oremos pela reconciliação e restauração no país.”

Tradução: Portas Abertas
Fonte: Portas Abertas


18h30
Cristãos de outras partes do país apóiam a igreja de Shouwang
  
 
Cristãos em frente a centro de detenção 
CHINA (16º) - No último domingo (28 de agosto), cinco membros de uma igreja doméstica de Fangshan, do município de Hebei, acordaram às 4 da manhã e viajaram por duas horas até uma praça pública em Pequim, para poder se unir aos irmãos da igreja de Shouwang, que não tem local próprio para culto e congrega em praças públicas.

Na chegada deles, às 7 da manhã, a polícia já os esperava para enviar os cinco à delegacia, de acordo com relatório divulgado na terça-feira (30 de agosto) na página do Facebook da Igreja de Shouwang.

Funcionários do governo disseram aos membros da igreja de Fangshan para assinarem documentos, declarando renunciar à decisão de apoiar a igreja de Shouwang. Todos os cincos se recusaram, mas acabaram por ser liberados.

Os cinco membros de Fangshan fazem parte de uma crescente onda de cristãos vinculados a igrejas domésticas que, apesar das consequências, apoiam a Igreja de Shouwang e sua atitude de realizar suas reuniões em praças públicas.

Os membros da Igreja de Shouwang estão se reunindo ao ar livre todos os domingos, desde 11 de abril, depois que funcionários do governo negaram-lhes acesso a um local permanente para que se reúnam e realizem os cultos.

Os líderes da igreja estão em oração, decidindo sobre o rumo e a ação que devem tomar contra a situação imposta pelo governo.

Além dos membros da igreja de Fangshan, a polícia deteve pelo menos 15 membros da igreja de Shouwang que apareceram para o culto no domingo passado (28 de agosto), mantendo-os presos por até 48 horas em salas de interrogatório.

Os líderes da igreja de Shouwang mandaram uma mensagem de encorajamento aos membros, dizendo que o tempo de privações irá passar.

“Se é a vontade de Deus, Ele também é capaz de acabar com nossos sofrimentos e nos dar a vitória. Mas se for da Sua vontade que continuemos esta jornada, vamos orar para que ele nos dê mais perseverança e coragem.”

Tradução: Lucas Gregório 
                      Fonte: Compass Direct

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