| Cristãos correm riscos em meio à revolução do país | ||
SÍRIA (38º) - Em meio ao caos e à carnificina que estão acontecendo na Síria, como está a comunidade cristã? Parecem sem fim as torturas e assassinatos encomendados pelo presidente Bashar al Assad, que em cinco meses deixou mais de 2 mil sírios mortos, 3 mil desaparecidos, 14 mil presos e 12 mil feridos.
A comunidade cristã na Síria representa 10% da população de 22,5 milhões de pessoas. Desde 1970, Assad, que é Alawite, um pequeno ramo muçulmano xiita, está no poder apoiando as minorias religiosas, incluindo os cristãos. Os cristãos são favorecidos em muitas situações. Existem três cristãos no governo e igrejas e mesquitas são tratadas da mesma forma.
Agências de notícias tinham escrito que a maioria dos cristãos na Síria continua apoiando o regime de Assad, contrastando com a maioria dos cristãos no Egito, que eram partidários da revolução contra Hosni Mubarak.
Como jornalistas estrangeiros são proibidos na Síria, essa declaração é somente uma suposição. O que se sabe também é que os cristãos têm muito medo e estão apavorados com as consequências de se pronunciarem, mesmo que de forma anônima.
Há, porém, um cristão a favor do regime: o general do exército Dawoud Rajiha. Em 8 de agosto, Assad o estabeleceu como ministro da defesa. Rajiha é membro de uma Igreja Ortodoxa.
A nomeação de um cristão como chefe supremo militar encarregado da repressão brutal para manter Assad no poder pode ser vista como um ato cínico: um movimento para alargar o apoio a Assad, tornando-o não-partidário.
Mas a nova posição do general Rajiha pode muito bem colocar os cristãos na linha de fogo da guerra. Se Assad sair do poder, poderá haver represálias contra os cristãos, por causa do papel do general. Por outro lado, o general Rajiha, com outros militares, pode preparar execuções em massa no país.
Tradução: Lucas Gregório
Fonte: Persecution
15h26
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18h30
Fonte: Compass Direct
| Cristãos de outras partes do país apóiam a igreja de Shouwang | ||||
Na chegada deles, às 7 da manhã, a polícia já os esperava para enviar os cinco à delegacia, de acordo com relatório divulgado na terça-feira (30 de agosto) na página do Facebook da Igreja de Shouwang. Funcionários do governo disseram aos membros da igreja de Fangshan para assinarem documentos, declarando renunciar à decisão de apoiar a igreja de Shouwang. Todos os cincos se recusaram, mas acabaram por ser liberados. Os cinco membros de Fangshan fazem parte de uma crescente onda de cristãos vinculados a igrejas domésticas que, apesar das consequências, apoiam a Igreja de Shouwang e sua atitude de realizar suas reuniões em praças públicas. Os membros da Igreja de Shouwang estão se reunindo ao ar livre todos os domingos, desde 11 de abril, depois que funcionários do governo negaram-lhes acesso a um local permanente para que se reúnam e realizem os cultos. Os líderes da igreja estão em oração, decidindo sobre o rumo e a ação que devem tomar contra a situação imposta pelo governo. Além dos membros da igreja de Fangshan, a polícia deteve pelo menos 15 membros da igreja de Shouwang que apareceram para o culto no domingo passado (28 de agosto), mantendo-os presos por até 48 horas em salas de interrogatório. Os líderes da igreja de Shouwang mandaram uma mensagem de encorajamento aos membros, dizendo que o tempo de privações irá passar. “Se é a vontade de Deus, Ele também é capaz de acabar com nossos sofrimentos e nos dar a vitória. Mas se for da Sua vontade que continuemos esta jornada, vamos orar para que ele nos dê mais perseverança e coragem.” Tradução: Lucas Gregório | ||||


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